Rita Lee por Norma Lima - Blog oficial do Fã Clube

Rita e Roberto

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Muitos fãs estão me perguntando, com preocupação, sobre o cancelamentos dos últimos shows em função das cirurgias às quais nossos queridos Rita e Roberto se submeteram. Então, resolvi fazer um post para esclarecer a todos.

Após a artrocospia, Ritz e Rob se recuperam com fisioterapia. Esta operação  é simples e o tempo de cicatrização, mais rápido do que ocorre com outros procedimentos  cirúrgicos. Mas é necessário que eles cumpram  todos os procedimentos preventivos, para voltarem a nos encantar nos palcos com tudo em cima, como sempre foi.

Em função disso, o show de Três Pontas, que aconteceria amanhã, foi cancelado. Apesar da nossa saudade, vamos entender  e apoiar isto, porque o mais importante, para todos, é a saúde deles e que possam retornar com todo o pique(nique) de sempre .

 

Eles estão bem. Não se preocupem!

Casamento gay em Recife tem show de Rita Lee

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

*POR PROBLEMAS TÉCNICOS, TIVE QUE REPUBLICAR O POST. PROCUREI SALVAR TODOS OS COMENTÁRIOS, PEÇO DESCULPAS PELOS TRANSTORNOS!”

Parece manchete de jornal sensacionalista? Se parece, me perdoem… Mas não me ocorreu título melhor… imaginem um casamento entre dois homens em uma região machista como é o Nordeste… o fato é histórico. Ainda mais quando temos prestigiando tal feito, um show de Rita Lee.

Em 2007, no lançamento do dvd Biografitti, Roberto de Carvalho me convidou para um show fechado especial em Recife. Era o aniversário do arquiteto e fã de Rita, Zezinho, e Rita seria a atração da noite, em sigilo, contratada por Turíbio, então seu namorado. Pude conhecer os dois e a partir desse contato, uma bela amizade nasceu. Naquela noite, tiramos, entre outras fotos, esta, após o show:

Incentivado por minhas viagens leenáticas pelo Brasil atrás do trio Rita Lee só não vai quem já morreu, Zezinho passou a seguir a cometa e em Londrina, paperando comigo e com Roberto, disse que um dia formalizaria a união com Zezinho e que chamaria Rita Lee para cantar. E não é que aconteceu?

É  claro que Zezinho me chamou para o casório. E é claro que eu não pude ir. Quem nasceu para formiga que carrega folha, nem sempre vê a cigarra. Mas traz ela no coração. Ah, traz sim. Mas também conta para vocês.

Agrdeci o convite, não pude ir por razões profissionais, mas já tenho notícias sobre. E posto aqui para que todos possam ler. Um casamento gay  é sempre um tapa na cara das convenções. Zezinho e Turíbio inovaram. E merecem nossa admiração.

Encontrei algumas notícias pela rede… de Priscila Muniz, do JC Online, nos preparando para o grande dia :

“Haverá marcha nupcial, cortejo de pajens e daminhas, fila de cumprimentos, 23 padrinhos, 800 convidados e bênção religiosa concedida pelo pastor Ricardo Nascimento, da Igreja Cristã Inclusiva. O cerimonialista Carlos Henrique Barbosa, responsável pelo andamento da celebração, confirma: “É tal e qual um casamento heterossexual, a diferença é que não haverá a presença feminina no altar. Fora isso, procedemos da forma solene como seria esperado num casamento deste nível”. As piadas são inevitáveis e, a elas, os noivos respondem com o fair play de sempre: “Quando perguntam quem vai carregar o buquê a gente responde que até pensou nisso, mas não encontrou nada que combinasse com nosso terno (Hermenegildo Zegna) e gravata (Louis Vuitton)” (risos).

Foto: Tom Cabral/JC Imagem

 

 Mais um pouco, de um ouro site:”Uma celebração que em nada se distancia dos tradicionais matrimônios entre homens e mulheres: damas de honra, bênção religiosa e muita emoção. O casamento dos arquitetos Zezinho e Turíbio Santos, além de uma bela festa, foi um marco em Pernambuco e pode ser o precursor de outras uniões entre pessoas de mesmo sexo no Estado.

Antes do início da cerimônia, os convidados aguardavam os noivos ao som de uma orquestra que executava clássicos de compositores como Tchaikovsky e Wagner. Por volta das 17h30, a orquestra puxou a marcha nupcial, e no ápice da lua cheia, os noivos entraram, de mãos dadas e acompanhados das mães.

A cerimônia foi curta, mas tudo como manda o figurino. Quem celebrou foi um pastor da Igreja Cristã Inclusiva. Logo no início, o “sim” dos arquitetos. Na leitura da bíblia, um capítulo do livro de Samuel que relata o amor entre Jônatas e Davi. Seguiu-se a bênção dos noivos e a troca de alianças, momento em que, emocionados, Zezinho e Tibúrio efetuaram um forte abraço. ”

 A consciência de estar dando dois passos importantes – um em direção ao altar e outro rumo à condição de símbolos de uma causa – a da defesa dos direitos dos homossexuais e contra a homofobia – caminha ao lado deles. “Ninguém opta pelo caminho mais difícil. Ninguém se torna gay, é gay desde que vem ao mundo”, diz Turíbio, “Por que devo me desculpar ou esconder aquilo que nasci para ser?”, questiona. “O ativismo em prol da causa não é o que move a cerimônia, mas se esta exposição, de alguma forma, servir para ajudar aqueles que se sentem oprimidos pela sua condição homossexual, então, fico muito feliz por isso”, pontua Zezinho.

A lista de convidados talvez seja o exemplo mais concreto da diversidade que sempre existiu em todas as sociedades. “Ser gay não é credencial para ter sido convidado para este casamento. Todos os convites foram enviados levando em consideração o critério de proximidade e ligação afetiva. Devemos ter em torno de 15% de convidados gays. Sempre detestamos separatismo e nunca andamos em guetos”, atestam.

“Não é um casamento caricato, no qual acontece uma cerimônia de faz de conta com duração de cinco minutos para depois se cair na festa. Queremos ser levados a sério. Queremos mostrar que podemos, sim, por que não?,” questionam. “

 

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Mas pelo que a gente baba  mesmo é a presença DELA lá. E se quem foi não quis contar, eu fucei, fucei e achei. Como já disse, fui convidada, mas não pude ir. Dou os parabéns a Zezinho e a Turíbio. Pelo casamento e por terem, em duas oportunidades, Rita Lee em sua sala. Isso não  é para qualquer um. Congratulations. E para quem foi e não contou pra gente, uma vaia. Uma não. Duas. E o texto do blog vingador. Este!!!!

 

Sobre a participação dela: “Noveleira - Rita Lee foi a grande atração da festa de casamento de Zezinho e Turíbio Santos. Os noivos acompanharam o espetáculo em cima de elevado. Depois, subiram no palco para cantar junto com sua ídola. A única exigência da cantora foi uma TV no seu camarim, para que acompanhasse a novela Caminho das Índias, antes de sua apresentação, que estava marcada para as 21:00 horas. Mas ela só subiu no palco após o término da novela e ainda a comentou com os convidados”. 

Aproveito para vaiar uns e aplaudir outros: Maurício Ruella atendeu aos meus apelos pelas  capas de revista com a Rita que faltavam na minha coleção. Gentilmente, me enviou várias. Merci beuacoup, querido. E o clássico: Tem mais???

 

Abaixo, mais um belo relato sobre o casamento:“A natureza foi generosa. Às 17:21 da tarde da sexta-feira, dia 04 de setembro, a lua aparecia entre núvens. Ao mesmo tempo, debaixo de uma árvore gigante decorada com flores em tons vermelho, laranja e amarelo acontecia o casamento do ano. A união dos arquitetos Zezinho e Turíbio Santos.

O cenário foi a paisagem verde e a arquitetura de engenho colonial da Coudelaria Souza Leão no bairro da Várzea. Na estrutura montada do lado de fora, pais, padrinhos e amigos eram envolvidos pelo mesmo clima da cena surpreendente e emocionante.

O pastor da Igreja Cristã Inclusiva conduziu a cerimônia, mas foram os depoimentos dos familiares que roubaram a cena. Fizeram chorar vários convidados, inclusive famosos. “Chorei pra me acabar” disse o ator e escritor Miguel Falabella ao final do casamento.

Não se via surpresa. Não se via olhares desconfiados. Todos estavam envolvidos e deslumbrados com o que acontecia. A maioria movida pelo carinho com os noivos e outros pela grandeza daquilo tudo. Foi tudo como um grande casamento. A decoração impecável. A música ambiente ao vivo ao som de violinos. Os fogos colorindo o céu ao final de cerimônia.

O casal reapareceu depois na frente do palco para anunciar o show da noite. A trilha sonora de Rita Lee embalou a todos principalmente a Zezinho e Turíbio que ficaram posicionados em plataforma elevada em meio aos convidados.

  Foi a festa de todos os famosos (Romero Brito, Miguel Falabella, Aracy Balabanian, Rita Lee, Marcela Torres - mulher de Marcelo Antony). Também foi de todos os anônimos poderosos. De todos os fotógrafos. De todos os colunistas sociais.Foi ainda a festa da beleza, sofisticação e requinte em cada detalhe com decoração verde e branca revelada em rosas e avencas. Foi o evento do desfile de modelitos assinados por estilista famosos.Nunca na história de Pernambuco se viu um casamento assim. Foi um acontecimento não só para a sociedade, mas entrou para a história. A história dos direitos humanos como disse bem a empresária Maria do Céu, ativista e dona da Metrópole”.

Como traduziu bem o Dj antes do show de Rita Lee ao tocar Geroge Michel e seu refrão: “freedom, freedom, freedom” (liberdade, liberdade, liberdade)”.

da Redação do Toda Forma de Amor
http://www.todaformadeamor.com.br/v2/artigo.php?id=1484

 

Rita, a nossa boneca

domingo, 30 de agosto de 2009

Hoje está um dia ensolarado no Rio e adivinhem de quem o Sol me lembra?…

Rita Lee: vida, amor, energia, coragem, força… e embora ela diga que não é exemplo pra ninguém, evocar seu nome é imaginar sempre que tudo é possível, que as dificuldades e tristezas podem ser contornadas, que depois da tempestade… realmente vem a bonança e não a gripe.

Rita Lee é a nossa modernista do século XXI. A artista que compreendeu  que a galhofa, o riso, o humor e a inteligência podem dissolver montanhas. Por ela nunca ter tido esta intenção, nos mostrou e mostra caminhos, atalhos, ruelas, avenidas… “depois da estrada começa uma grande avenida…”

Eu posso ser professora universitária, doutora, escritora. Mas, antes de tudo, sou fã de Rita Lee. E é óbvio que ajo como tal. Há algum tempo, a revista Quem anunciou que outro fã dela e artista Marcus Baby transformara a Musa em boneca. Transformara não, ela sempre foi. E continua sendo. Ela é igual ao Rio de Janeiro… continua linda.

Marcus Baby não tem interesse em comercializar sua criação. E nem pode. Afinal, Rita Lee é uma artista que precisa viver da sua arte. Direitos autorais, não é? Ainda bem que ele não vai vender a boneca que criou, de fato, fã que é fã, na minha modesta opinião, não pensa em ganhar dinheiro com ela. Eu nunca vendi nada de Rita. Todos vêm aqui na minha casa, copiam o querem do meu acervo, eu até dou se tenho cópia,  mas vender…

Antigamente, os Fãs Clubes comercializavam produtos da Rita como bottons, fitas, etc. Isso, para terem dinheiro em caixa em benefício de outros fãs.  A idéia era o bem coletivo. Não o individual.

Acontece que, se outras pessoas vendem, o fã compra. Fã que é fã não vende, mas compra…  Todo mundo sabe que eu, para comprar o Entradas e Bandeiras em 1976, roubei dinheiro da despesa da minha família… Eu compro TUDO da Rita, de bonecas a camisetas, de LPS, fitas KTS, revistas, enfim… pretendo, um dia, abrir o baú com a publicação do livro, para que todos tenham acesso ao meu acervo de 35 anos de coleção, ao qual foi somado à colaboração de pessoas como Gabriela Herrera (RS) e Beto Feitosa (Nikiti), entre outros. Esse livro é para ELA. O Fã clube também é. Este blog e tudo o mais. Meu pensamento único é: demonstrar amor por Rita. Sistematizar este afeto? Quem sabe… Posso estar errada, mas comercializar… obrigada, não.

Aproveito o ensejo para avisar que tenho um arquivo incompleto com revistas que trazem capas com a Rita… Tenho 77 revistas com ela na capa. Mas ainda faltam 8!!! Guilherme Samora e Mauríco Ruella disseram que as tinham… Aguardo a ajuda deles ou de quem puder. Afinal, no final das contas, todos serão privilegiados por tirarmos a papelada da gaveta e a convertemos em material para o acesso geral.

Se alguém puder fazer com que eu chegue às publicações abaixo, por caridade, me avise. É para uma causa nobre; a de todos virem depois, pois estará no livro sobre ela cuja renda irá para o Retiro dos Artistas:

Rita, a garota Lee Fatos e Fotos, 27/05/1971

 Rita Lee: agora quero ser mãe! Fatos e Fotos Gente, 22/6/1975

Mutatis Mutandis - Os Mutantes,  Garotas, novembro de 1968
Na noite feliz, Papai Noel era cabeludo - Sâo Paulo na tv, dezembro de 1968
Quem quer ser mutante? - São Paulo na tv, 1969

 

 

Mamãe Rita - Jornal do Brasil, Revista de Domingo, 1982

Rita Lee: eu quero ser imortal - Música, ano?

As melhores de Rita Lee - Violão mágico - ano?

Mas  passemos ao motivo deste post. Rita, a nossa boneca!  Criação de Marcus Baby. Muito show, não?

Esta eu achei na Galeria do Rock, SP. As duas bonequinhas a seguir têm como fundo a primeira foto autografada que Rita me deu, em 1977, quando eu tinha 13 anos:

Esta, em uma livraria aqui do Rio, Botafogo:

Estas,  comprei nas Lojas Americanas, dei duas iguaizinhas pra Rita, ou melhor, pra Gun gun e outras duas para a Fernanda Lee. Pedi pra Gun gun entregar uma pra Ziza e pra ficar com a outra, mas ela disse que ia ficar com as duas… ahauhauhaua

Criação da minha amiga Rosemeri Moreira, de Santos:

Pedi à Natália, de Porto Alegre, que fizesse a Rita e o Roberto. No show de Leme-SP, entreguei estes bonequinhos para o Rob, que depois comentou que eles os levariam para a Granja e que tinham achado demais. São umas gracinhas mesmo. Como os originais.

O pessoal do grupo Mímesis é mesmo um amor… agradeço imensamente os comentários anteriores, visitarei o my space da turma e tudo o mais. Assim,   vou virar fã, heim? Beijos  também ao fotógrafo beija-flor de Nilópolis, que registrou esses momentos do show da Rita lá. Eu nunca tinha visto como fico com  cara de babaca nos shows dela. Pois é… prefiro não comentar.

 

Mas quem tiver as revistas aí…

Show de Vitória cancelado

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O querido Roberto me avisou por e-mail que o show de Vitória, que seria no próximo dia 29, foi cancelado. O pós-operatório exigirá maior repouso do que o imaginado por ele. Possivelmente o próximo, na terra dos chocolates Garoto, acontecerá no dia 21/11.

Enviei a ele os nossos desejos de um pronto restabelecimento, queremos é que ambos descansem, reponham as energias e continuem nos proporcionando momentos felizes.

Aproveito para divulgar os próximos shows:

12/09 - Três Pontas - MG

01/10 - Criciúma - SC

03/10 - Florianópolis - SC

Beijos.

Rita Lee no aniversário da cidade de Nilópolis - RJ

domingo, 23 de agosto de 2009

Rita no aeroporto, a caminho do show de Nilópolis. Foto: Roberto de Carvalho.

Quando estive no show de Leme-SP, a produção da Rita me avisou que ela viria fazer um show para as bandas do Rio de Janeiro no dia 22/8, como artista convidada para celebrar o aniversário de Nilópolis.

Organizamos a nossa ida porque essa cidade, na Baixada Fluminense, fica a 32 km da capital carioca. Fizemos um grupo para troca de informações, Cris e eu fretamos transporte para 15 pessoas e marcamos um ponto de encontro na Cinelândia.

Contactei o responsável  pela presença de Rita Lee no aniversário de Nilópolis, Sr. Marcus Monteiro, expliquei que era a Presidente do Fã Clube, que estávamos com um grupo de pessoas vindas de outros estados e até da Espanha (Jorge, que não via a Rita, por morar no exteiror, desde o Bossa’n roll) e que eu divulgava os shows da Rita no blog oficial dos fãs. Diante disso, muito simpaticamente, ele providenciou nosso acesso à área VIP e pudemos ficar bem pertinho do palco. Obrigadíssima pela boa vontade e delicadeza, Sr. Marcus.

Tudo combinado, chegamos na Cinelândia em 14, no ponto de encontro marcado no Amarelinho, bem ali do lado onde ela ganhou o título de cidadã carioca, em 25/5/2007. E imagina se a Ritinha não ia falar disso…

No local do show, encontramos Leandro, Luísa, Micaela e outros. A noite prometia. Pedi para a produção entregar um arranjo de flores que comprei pra ela, junto com um cartão que Cris providenciou com a assinatura de todos os presentes, desejando a ela e a Roberto uma ótima cirurgia na próxima segunda. Mas calma, alguns fãs me perguntaram se o show de Vitória seria adiado, perguntei a Roberto por e-mail e ele disse que não, que, tanto a dele quanto à de Rita, seriam procedimentos cirúrgicos simples. Então, a agenda de shows está mantida.

A abertura ficou a cargo da banda Mímesis. Adorei o nome aristotélico deles, do som e dos meninos.

Exibiram um vídeo com um depoimento dela sobre Nilópolis. E depois, ela entrou com um belo sobretudo branco, que depois foi abandonado.

O palco era alto pra cassete, ela com o bracinho avariado - para usar o termo de Roberto - estava de tipóia como no dia do Prêmio Multishow. Mesmo assim, se abaixou para nos dar a mão. Uma fofa.

Foto: Marcos Matheus

Disse que estava chateada por não poder tocar os instrumentos, e que pensara até em não fazer o show, mas que, pensando, melhor, desse modo é que deveria ir. E ela ainda diz que não é exemplo. Gravei a fala dela e o momento em que ela canta Mutante, sem óculos. Vou pôr no You Tube e no Face Book, fiquem de olho.

E que era Beija Flor! Também que Neguimho a havia convidado para desfilar, ela, a única paulista a ganahar o título de cidadã carioca. Fiquei toda orgulhosa…

Pena que dois malucos subiram no palco… um, chegou a subir e o outro, foi retirado na tentativa. Fala de respeito com o trabalho do artista esse lance de invadir o palco. Façam isso não…

Foi uma linda comemoração. Nilópolis fez aniversário e quem ganhou o presente fomos nós.

Dia 29, eu vou pra Vitória, eu vou/eu vou de uniforme branco, eu vou/eu vou de chapéu de palha, eu vou/ Eu vou convidar a Amália, eu vou/Se a Amália não quiser ir/Eu vou só/Eu vou só sem a Amália/ Mas eu vou!

Mais fotos em: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

Rita Lee é homenageada na 16a edição do Prêmio Multishow de Música Brasileira 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Foto: Norma Lima 

Ontem estive na edição 2009 do Prêmio Multishow que, esse ano, teve como cenário o Credicard Hall, que fica em um shopping na Barra da Tijuca. No ano passado, o Prêmio foi entregue no Teatro Municipal, Cinelândia, que por estar em obras , não pode abrigar o Prêmio. Lembro que, na ocasião, o Fã Clube ganhou dos organizadores dez convites e material de divulgação por ter a Rita sido finalista com o show Pic Nic. Nesse de 2009, a direção geral foi de Joana Mazzucchelli e a musical de Liminha, que como todo mundo sabe, tocou nos Mutantes ainda na fase Rita.

A emoção ao ver Ziza se aproximando com o troféu e a entrega.

Esse ano, Rita foi a homenageada da noite, com direito a filme relatado por Beto Lee com algumas imagens raras, e entrega do troféu por Ziza. E participação especial de Gun Gun. Sim, ELA está de asinha machucada, mas logo ficará boa. Quem corta as asas dessa fada?

Com apresentação de Fernanda Torres, muito simpática, desfilaram pelo Prêmio cantoras da nova safra como Maria Gadu e Ana Cañas, ao lado de outras consagradas como Marisa Monte e Roberta Sá. As duas na maior das boas vontades com o público que, desta vez, ficou bem próximo do palco, e não somente nas galerias, como ocorre no Municipal.

Fiquei no meio da tchurma e queriam saber se eu era fã da Ana Carolina. Eu dizia que não. Aí deduziam que eu só podia ser fã da Ivete Sangalo. Eu também dizia que não. Teve um que faleou que eu era fã do Fresno. Fresno? Isso não é da minha época. Quando eu dizia que era fã da Rita Lee, o povo era unânime: a Rita é mesmo muito legal. Isso vindo de fãs até do NX Zero.

Por isso, quando Marisa Monte anunciou, após Caetano Veloso com seu filho Moreno (que deu bom dia pra gente, essa foi boa) terem anunciado a última atração da noite (o tal grupo Fresno), todos começaram a gritar o nome da Rita. Ela é muito amada mesmo, cada vez me convenço mais. Ao lado dela, Marisa Monte, troféu simpatia com o público multishow 2009 e Seu Jorge, que ganhou melhor cntor.

Rita se dirigiu à platéia na última parte do Prêmio. Ficou com Roberto e alguns da produção, com aquela linda máscara que usa no Pic Nic. Nem ela sabia que a Ziza iria entregar o Prêmio. Ficou muito emocionada, caiu dura no chão e convesou com Ziza como Gun Gun. Agradeceu a Liminha pela presença de Gil que ,na homenagem, cantou alguns dos seus maiores sucessos com  Pitty (também participaram Debora Reis e Rita Kfouri nos backings e Dadi, na banda) mas disse que preferia o Prêmio em dinheiro,  na sua conta nas Ilhas Cayman, conta da Igreja Universal. Pra ajudar na operação que terá que fazer no braço machucado. Aleluia, arre baba. Hasta la vista, baby - finalizou, se despedindo da platéia que gritava RITA! RITA!.

Abaixo, Pitty e Gil homenageiam Rita:

Falcão, Preta Gil, Luiza Brunet, Reginaldo Rossi e outros fizeram da 16 edição algo bem divertido. Pretinha também é Miss Simpatia, mas ela já e hons concours.

A lista dos ganhadores segue em baixo. Mas as perguntas que não querem calar são: eu sei que Ivete  Sangalo está grávida, mas no dueto dela com Zeca Pagodinho fiocu dificil saber quem estava em gestação… Outra: quem é Fresno, gente? Mais uma só: Por que o chefe dos seguranças do Citibank Hall é tão ignorante? Confiscou a minha câmera e passei a noite inteira discutindo com aquele babaca.

Melhor DVD
Marisa Monte

Melhor Instrumentista
Débora Teicher (Scracho)

Melhor Show
Capital Inicial

Revelação
Banda Cine

Melhor Clipe
Skank (Ainda Gosto Dela)

Melhor CD
Agora - NX Zero

Prêmio TVZé
Ivete Sangalo - Dalila (Kadu Gauer)

Melhor Música
Amado - Vanessa da Mata

Iniciativa
Skank

Melhor Cantor
Seu Jorge

Melhor Cantora
Marisa Monte

Melhor Grupo
Fresno

SÓ UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Alguns fãs da Rita estão em polvorosa por não term ido à homenagem que o Prêmio Multishow fez a ela. É compreensível, mas a culpa não é minha e nem da produção da Rita. O Prêmio não divulga os artistas que serão homenageados. Eles só dão convites para os fãs dos finalistas, mas Roberto, em seu twitter, avisou que eles iriam estar lá.  A homenagem a ela não foi divulgada para acesso dos fãs, como é de praxe no Prêmio., mas sabendo que ela iria estar lá, e sendo no Rio, é lógico que eu fiz de TUDO pra ir. Afinal, quando sei que a Rita estará em algum lugar,  tento chegar até ela de todas as maneiras possíveis, desde 1975, e sei que não sou a única a agir assim. Fã é tudo igual. A produção da Rita, sempre com muito boa vontade com meus pedidos, só pode disponibilizar dois convites, um para mim e outro para o Beto  Feitosa. Não o vi por lá, porém eu fui e representei os fãs, ela me viu e  nosso carinho foi representado.No ano passado, como ela foi finalista na categoria melhor show, nós ganhamos dez convites para o Prêmio. Rita não foi por causa da agenda de shows, mas lá estávamos, eu, Cris, Luisinha, Luis, Anderson e outros.

Mais fotos em: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

Yeah, let’s twitter again

terça-feira, 28 de julho de 2009

Eu sou da época da máquina de escrever! Quando o computador apareceu, demorei a assimilar, mas me encantei de cara e, aos poucos, fui entrando no mundo interativo.

Não dá mesmo pra ficar parado no tempo. Embora eu não deixe de lado meus livros e jornais de papel. Adoro folheá-los. Mas também já os leio nos meios eletrônicos.

O melhor dessa linguagem é a democracia do acesso, que ainda precisa ser mais igualitária no Brasil, país de contrastes… nem todos têm computador. Ainda. O mais recente xodó é o twitter. Siga aquele twitteiro e não mais siga aquele carro. Eu sabia que o nosso Roberto de Carvalho administrava um há algum tempo. Estive visitando e recomendo. Lá vocês poderão se informar, em primeira mão, dos detalhes das viagens da turnê e outras impressões de Mr. Rob:

http://twitter.com/robertocarvalho

Atualmente, Roberto faz enquete sobre as canções que nós, fãs, gostaríamos de ver no Pic Nic. Dá informações curiosas sobre os shows e as viagens que os cercam, enfim… parodiando Chubby Checker: “Let’s twitter again, twitting’ time is here!”

Mostrando-se adepto ao diálogo  conosco, ei-lo também postando lindas fotos pessoais no Face Book, uma espécie de Orkut mais dinâmico. Abaixo, algumas com as quais fomos brindados. Do álbum “Viagens”:

De “Family”:

De “Flores da Granja - Minha estufa”

De “Pets”:

De “Arquivos do celular”

Atenção, LEEnáticos:

18/8 - Prêmio Multishow - RJ;

22/8 - Aniversário da cidade de Nilópolis - RJ;

29/8 - Vitória - ES.

Mais fotos em: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

Rita Lee em Garanhuns/PE - 18/07

domingo, 19 de julho de 2009

VEJAM MAIS FOTOS EM: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

Todo mundo sabe que Garanhuns é a terra do Presidente Luís Inácio da Silva, mais conhecido como Lula. Parece que a modernidade chegou mesmo lá, pois ontem ocorreu um fato histórico: a transmissão on line dos shows do Festival de Inverno, que continuam ainda por esses dias. Adorei a nova modalidade de show à distância, ainda mais quando o artista é Rita Lee e quando não podemos estar de corpo presente, o que é sempre muito melhor.

Este post, portanto, será algo totalmente novo! MENINOS EU VI, mas não estava lá. Hahaha

O companheiro Beto Feitosa avisou que  haveria a rádio-transmissão do show via 7 Colinas FM. Acessando, contudo todavia, o site www.trilhavideo.com.br, como no desenho Os Jetsons, para lá nos transportaríamos. Parece que a idéia foi de uma pessoa chamada Mário, só não peguei o sobrenome. Mas agradeço ao Mário, que aliás tem o mesmo nome ( e deve ter a mesma inteligência, pelo visto) do meu pai. E o nosso eterno Presidente do Fã Clube Ovelha Negra, Rubens Lucena, informara que a tv transmitiria com acesso por parabólica: “Para quem tem parabólica. A TV Nova está transmitindo ao vivo direto do Festival de Garanhuns. Dentro de alguns minutos terá inicio o show da RITA.”
A TV NOVA NORDESTE estará transmitindo no período de 16/07 a 25/07/2009 todas as noites no C2 o 19º FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS - Pernambuco.
FREQUENCIA: 3945
POLARIZAÇÃO: Horizontal
SYMBOL RATE: 3214
PIDs video= 4131 audio: 4129 PCR: 4131″‘

Ê Rubens, parece que voltei no tempo, aos anos 80, em que a gente trocava cartas e recortes sobre a Rita! E um belo dia, você revelou que faria o Raios Leenáticos… Ixe.

No Perfil da Rita, existente no Orkut, já tem algumas fotos da BELA em terras de Pernambuco, as quais vou publicar aqui também, além de outras que me mandaram (obrigadíssima!!!), mas me permitam, como uma homenagem, trazer algumas que tirei do meu aconchegante quartinho em Laranjeiras, numa fria noite da cidade do Rio de Janeiro… Garanhuns inaugurou o SAD (Show a Distância). AMEI.

Eu já sabia que no inverno das terras pernambucanas fazia frio. E Rita compareceu com a sua bela capa preta, no palco do Guadalajara, após um tal de Mombojó que, com todo o respeito, tava meio sacal. Enquanto aguardava o começo do PICNIC SAD, entrei no MSN e encontrei Leandro Vallim, mais Cris. Avisados/lembrados da transmissão on, ficamos os três no clima, como se estivéssemos lá.

Ouvíamos notiritas o tempo todo… soubemos que ela chegou às 22:42, que sua produção exigou que os órgãos da imprensa se afastassem do camarim (classificados pelos comentaristas como frescura, caprichos - eu heim, o que eles querem, ficar na porta atrapalhando?) Enfim, ouvimos a introdução do Pic Nic e logo ela estava no palco, para as nossas alegrias virtual e real.

Eu e Leandro especulávamos sobre a roupa que ela vestiria…: ela veio com, além da capa e da calça pretas, uma blusa vermelha, com um charmoso colete preto. A capa logo foi tirada, pois apesar de estar frio, so as luzes do palco, o calor é imenso. Ela saudou a todos, feliz: ”Arre baba! Quanta gente! … E lá pra trás, HELLO!!! Eu pensei que Festival de Inverno em Guaranhuns não fosse tão frio!”. 

Esta apresentação dela não fugiu à regra das outras, em que estabelece um entusiasmante contato dialógico com a platéia. Avisou que tinha visitado Caruaru, o Museu do Mestre Vitalino e que aquele show seria dedicado a ele, aos seus 100 anos. O maravilhoso ceramista, que morreu em 1963, só passou a ter sua obra conhecida em 1947, embora desde criança fizesse seus bonecos de barro, a maioria animais agrestes e homens da cultura nordestina. Mestre Vitalino

O palco também o homenageou nas laterais.

Perguntou se ali já havia chegado a gripe suína, ao que o público prontamente respondeu “Nâo!”. E ela devolveu: “É porque os porcos estão todos em Brasília…” Era a deixa para a canção Saúde e para uma noite de um desabafo de brasileira, que pelo menos refletiu muito o que eu penso e - creio  - também o que as pessoas decentes deste país acham.

Cantou “Mutante” , “Cor de rosa choque/Todas as mulheres do mundo”. Enquanto ela se apresentava, os internautas mandavam mensagens que podiam ser lidas por todos, as quais a elogiavam  bastante. São os textos abaixo da tela, como vocês podem ver na foto.

Antes de “Bwana-Obama”, reafirmou sua admiração pelo Presidente Norte-Americano, dizendo que “o negão gostoso” falava as coisas que o mundo inteiro queria ouvir. Que ele é que “era o CARA”, e que ela lhe dedicava esse hino meio de igreja evangélica que era a canção “Bwana”.

Como já sabemos que Pic Nic não tem um elenco fixo de repertório, ela nos presenteou com “Amor e Sexo”. Antes de tocar “Roll Over Beethoven”, comentou que alguns morriam de overdose, outros de suicídio, que ela aos 63 se sentia muito brejeira e desfilou pelo palco em caras e bocas. Fez alusão ao mito Chuck Berry e mandou ver.

Ao apresentar a banda, Beto Lee, Brenno di Napoli, Edu Salvitti, Danilo Santana, Débora Reis,  Rita Kfouri e a “paixão da minha vida há 33 anos, pai dos meus filhos, avô da minha neta, Roberto de Carvalho”, disse que iria incorporar Maria Bethânia para cantar para Roberto a música “Essa cara”: “Ah, esse cara tem me consumido…” 

Após esse momento romântico, ela observou algo do palco e perguntou: “Mas o que é isso??” Era a polícia que circulava por ali, não deu pra ver o que rolava, só a voz dela “Tia Ritinha não gosta disso não… deixa a moçada fumar, tudo bem!” . Quando mais escutei do que vi essa cena, lembrei do que RITA LEE sempre significou para mim: LIBERDADE. Um não à opresssão, desde a época de chumbo em que ela alegrava, inclusive, meus chatos domingos, com sua luz única e sinceridade, sem ser panfletária, nem demagógica.

Ela passou a fazer aquele maravilhoso número com o theremim que, sinceramente, parece comunicação cósmica e me arrepia dos pés à cabeça. Me sinto no alto de uma montanha (e perto dela) quando veja Rita fazendo isso, vai entender…

“Doce Vampiro” causou um enorme frisson , emendado com “Ovelha negra” e aqueles painéis que sintetizam a carreira dela, que fazem a gente abrir sempre o berreiro… E foi então que ela fez um maravilhoso e antenado comentário, ao dizer: “Quando é que Garanhuns sonharia que um filho daqui chegasse à Presidência da República? E, no entanto, lá está o Lulinha Paz e Amor, sucesso no exterior… nossa economia conduzida de forma favorável, não é aquela coisa toda, mas… o problema é… posso falar? Vocês não vão querer me pegar lá fora, não? Então, tá. O problema é a ética do PT.” E observou os apoios de defesa a Sarney e o abraço de Lula a Collor, estampado nas primeiras páginas de todos os jornais. “O que é que é isso, companheiro? Lulinha paz e amor, faça bonito aqui também… Eu gosto dele, é muito louco, mas eu gosto dele! ” E arrematou genialmente, representando a fala de tantos brasileiros de uma maneira tão emocionante que, sinceramente…” Mas isso ái eu não perdôo não.”

Os comentaristas, embasbacados com ela, se limitaram a dizer: “É… ela fez o manifesto dela”. Só que não era apenas o dela, caras pálidas, e sim de todos nós, cidadãos brasileiros, que já estamos cansados de tantos escãndalos, ultimamente concentrados no Senado, mas que já vêm vindo desde o Mensalão.

Após um show magistral, ela cantou “Agora só falta você” e  falou ”Obrigada, Garanhuns!” A seguir, vieram “Ando meio desligado/Mania de você”, “Erva venenosa” - desfilou novamente pelo palco,   rebolando serelepe. Meu PC marcava o horário de  1:26 e os comentaristas a qualificaram de “irreverente”, aff. Sempre os mesmos adjetivos…

No local, lotado, “Lança Perfume/Chiquita Bacana” encerraram a esplendorosa aparição de Rita Lee, enquanto todos ainda estavam estupefatos e querendo mais, ela se despediu com “Bye… I’ll be back!”

Eu, Leandro e Cris, na solidão compartilhada do MSN, digitávamos RITAAAAAAAAAAAAAA

Sorte do Zezinho e do Tibério que estiveram lá e puderam abraçá-la por nós! (Saudades de vocês!) Sorte do cachorrinho também.

Pic Nic em Leeme

segunda-feira, 13 de julho de 2009

VEJAM MAIS FOTOS EM: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

A cidade de Leme (SP), no passado, foi uma fazenda chamada Palmeiras, que pertencia à uma família de sobrenome Leme. O que ninguém sabia era que os maluquetes-sem-leme iriam estar por lá, neste dia 11/7, para seguir a caravana Rolidei.

Saí do Rio de Janeiro, que respirava as comemorações no Maracanã pelos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, e fui pra São Paulo para me encontrar com a doce Fernanda (Lee). Adicionamos mais duas (Aninha e Céu) e pronto, depois de muita chuva, a charanga chegou a um hotel, que mais parecia uma pousada: “mas nada disso importa á á á…” Reparem só na parede da casa de Fernandinha, é Rita Lee em tudo que é canto.

Ao quarteto em cy juntaram-se: Ademílson, Dani e mãe, Rubinho, Lili Capacete, Pedro Colombo, Pedro Macedo e Carol. Aqui, flagrante de parte da turma antes do começo de show. Ficamos numa mesa bem em frente ao palco:

O tamanho da fila para entrar já anunciava que a noite estaria repleta de admiradores da Rainha. Por isso, o show que estava marcado para meia noite, começou por volta de uma da madrugada, devido ao grande fluxo do público que demorou um pouco a adentrar no recinto. A abertura ficou por conta da  Cazzo Pazzo, que nasceu em Leme e tem como figura principal o músico Rafael Godoy, vocalista e guitarrista da banda. Aliás, fizeram bonito com bom repertório (rock e blues) e ótima performance. Rita os elogiaria depois. Parabéns!

 

Após a abertura com Flagra, Rita conversou muito com a platéia, e revelou ser a primeira vez que visitava Leme. E logo convocou a todos que levantassem e viessem para perto, o que foi prontamente atendido!

Observou, porém, que de longe, a visão de conjunto do palco era bem melhor. Brincalhona, deu os parabéns pra quem pôde pagar mais um pouquinho e ficar nas mesas, apesar da crise.

Todos nós sabemos como ela gosta de interagir conosco, não só através de palavras, mas também do contato físico, ao segurar nossas mãos, demonstrando o carinho de sempre. 

“I want to hold your hand”, toujorus, my darling…

(Foto de Pedro Macedo)

Em um dado momento, ela pegou um bilhete que um rapaz tentava fazer chegar até ela e pediu para que ele parasse de chorar, se não “a titia não tirava foto”. É claro que a emoção está no ar, mas alguns precisam compreender que o show não pode ser atrapalhado por manifestações subjetivas. Quem gosta mesmo da Rita, respeita o palco dela, lugar sagrado, de harmonia coletiva e não tumultua este momento tão especial com invasões DE NENHUMA ESPÉCIE.

Cantou “Jardins da Babilônia” e isso foi bem especial, pelo menos para mim. Porque no dia 7/7, completou 32 anos do dia em que assisti ao primeiro show da Rita, aqui no Rio, no Teatro Tereza Rachel, em Copacabana. Era o “Babilônia”, eu tinha 14 anos e a abertura foi com “Jardins da Babilônia”. Imagina se eu me lembrasse disso na hora e começasse a berrar como uma histérica, gritando, enchendo o saco e prejudicando o direito dos outros que ali estavam, como também  o dela, enquanto artista, bem como dos seus músicos, da produção, de todos, enfim, que trabalham duro, para que tudo saia perfeito?

O pior é quando esse tipo de coisa acontece sem nem ter motivação sentimental. Havia uma moça na platéia  com um comportamento muito inconveniente, ela passou o tempo todo gritando de maneira acintosa, sem interromper sua histeria de bêbada, mesmo após a Rita ter explicitado que aquilo a estava incomodando. Eu, longe dessa indivídua que nem conhecia, pedi umas dez vezes pra ela calar a boca, a Rita  teve muita paciência, mas teve que ser mais clara com a figura…

…mas voltemos ao show! Ela fez menção aos recentes escândalos que cercam o Senado, numa referência a Sarney na canção “Tão”. Seu lado telespectadora também foi reforçado, quando passou a traçar  destinos sentimentais para os personagens da trama de Caminho das Índias. Para ela, Maia (sem alça por minha parte e pelo Casseta e Planeta) deveria, por causa da chatice, ser abandonada  pelo marido, que terminaria a novela com a exuberante Norminha. Com esse tipo de comentário, Rita se distancia daquela imagem de estrela, idealizada, se colocando como um ser humano comum, que assiste a novelas e dá palpites como qualquer mortal. Na hora de Erva venenosa, mexeu no próprio cabelo imitando o gesto  da personagem Norminha…

(Fotos: Pedro Macedo)

Uma declaração muito sincera também foi feita com relação a São Paulo e ao Timão: “Em Leme tem cadeira na calçada, né? Me falaram assim aqui: Tia, como você pode morar em São Paulo? … Eu amo São Paulo, São Paulo tem uma coisa pela qual eu sou apaixonada, que só São Paulo tem… O Roberto sabe disso! São Paulo tem o Corinthias… e o Corinthias é assim, a gente sofre, sofre, sofre… mas depois a gente goza, goza, goza… Todos os dias eu rezo pelo Ronaldinho.”

Ela é ela! E PONTO. Também fez questão de explicar o que EXATAMENTE deseja dizer quando afirma que rock não é coisa pra maricas, pois que maricas não é sinônimo, em sua fala, de gay e sim de bundão. Se alguém torceu o que ela disse, faça o favor de deixar de babaquice, pois a Rita jamais teria essa atitude preconceituosa, ela que já fez até uma música com o Roberto (Obrigado, não, do álbum  Santa Rita de Sampa)  cujos  versos diziam “Casamento gay, além de opção, é controle de população”. A canção ganhou   um clipe que, em um certo trecho,  mostrava um beijo na boca entre milicos, o que na época causou críticas da parte do comando militar e elogios da comunidade gay, tendo sido ela, inclusive, homenageada, naquele ano, na famosa Passeata Gay paulista. Sempre ao citar que rock não é coisa para maricas, ela lembra de Chuck Berry, que vai fazer 83 anos e que está aí, na estrada, com a corda toda. Isso porque, com 62 anos, alguns a imaginam já aposentada. Ah,vão se fu, né? 

 

(Foto: Pedro Macedo)

Bem rock’n'roll,  dessa vez ela dançou com a blusa com a qual entrara, passando-a pelo corpo (como às vezes faz com a toalha):

E também no clima, Roberto fez uma coreografia, com o baixista Brenno, com a famosa dança do pato, de Chuck:

A noite foi maravilhosa! Agradecemos mais uma vez pela felicidade que sentimos em dividir esses momentos com Rita e Roberto, que nos fazem muito felizes. Obrigada também à maravilhosa produção!

Espero que todos os leenáticos tenham chegado bem em casa. E dois avisos: os shows da Argentina e do Chile foram adiados por causa da gripe A. E Rita estará no Rio de Janeiro, em agosto, aniversário da cidade de Nilópolis. Ipi, ipi, hurra, cariocax!!!

(Foto: Pedro Macedo)

Rita Teresina do Piauí e no Altas Horas. Vem aí Geléia do Rock, com Beto Lee

domingo, 5 de julho de 2009

Ontem tivemos o prazer de ver Rita Lee no Sudeste, com a transmissão do Programa Altas Horas que comemorou o aniversário do apresentador Groisman, pela Rede Globo, a quase uma da madruga e  ao vivo no Nordeste, com seu Pic Nic no Festival Piauí Pop. O palco não poderia ter melhor nome: Torquato Neto, um dos tropicalistas, poeta, e cidadão piauense.

No Piauí ela entrou homenageando Michael Jackson, “com um chapéu e luva, e até ensaiou o “moonwalk” (…) criticou a política, mostrou orgulhosa a camisa do seu time, o Corinthians”, que ganhou do Colorado (também time dela em Porto Alegre).

 

Antenada como ela só, embora ela sempre leve alegria para as pessoas, não deixa de criticar a problemática social de uma maneira que poucos artistas fazem. Sempre foi assim. O Piauí, sofredor das mazelas das recentes enchentes bastante noticiadas, não deixaria de contar com a sua sincera solidariedade:
“Durante o seu show no Piauí Pop, Rita Lee fez um improviso durante a música Ovelha Negra. Após o solo no meio da canção a Rainha do Rock começou a criticar a postura de como os políticos trataram as enchentes e o rompimento da barragem Algodões no estado no final do mês de maio.
Rita disse que mesmo de São Paulo acompanhava o sofrimento do estado e se compadecia da situação. A cantora também pediu para que nas próximas eleições o público não vote nos mesmos políticos que deixaram as tragédias acontecerem”.
 

 

 

Leiam o poema-manifesto da Rainha:
“Teresina do Piauí, não quero mais sair daqui,
A chuva não parava,
Pessoas perderam as casas, as vidas
E a gente sem ter muito o que fazer a não ser rezar
Ai Piauí, eu não quero mais sair daqui

Chuva no Sul, todo mundo foi pra lá
E aqui nada
Não ta certo isso não
Chega de chuva

A barragem explodiu
Neguinho falou que isso ia acontecer
E ninguém tomou providência
Tava em São Paulo,
Mas tava de olho aqui

Nas próximas eleições
não votem nesses caras sem vergonhas

 Na madrugada deste domingo, como ocorre há nove anos, Serginho Groisman comemorou mais um aniversário no Programa Altas Horas, que estreou em 2000, tendo como madrinha a nossa querida Rita.

Desde então, ela sempre comparece, para dar as suas bênçãos à atração. Os convidados e o espaço de comemoração alternam, menos o apresentador Serginho e a madrinha Rita. Nesta edição, Patrícia Poeta (muito simpática, ficou pouco tempo), Dan Stulbach (eu não sabia que ele era tão divertido) e Lázaro Ramos (bem, esse está em todas) revezavam no lugar de Groisman, chamando as atrações: Carlinhos Brown, Emanuelle Araújo, Waidak-Sho, Mallu Magalhães, Cachorro Grande, Luana Piovani, Chorão (que tirou Rita pra dançar!!!) e Marjorie Estiano (que Groisman afirmou ser a cara da Rita quando jovem).

Rita foi a primeira atração da noite, numa inspiração de um filme de Fellini, sua sombra foi projetada numa cortina para deleite de Groisman e de todos  nós. Com Beto Lee, Roberto de Carvalho e big banda, além da equipe técnica, o Pic Nic estava todo lá, na presença dos painéis-cenários que ilustram as canções.

Todos os convidados a homenageavam e se sentiam honrados por estarem ali. Ela permanecia sentadinha, dentro da sua sempre timidez, batendo palmas, cantando junto com os outros convidados, até ser tirada pra dançar por Chorão. Pela carinha dela, deu pra sacar que morreu de vergonha.

Todo mundo queria tirar uma casquinha da Rita. Luana Piovani com um micro vestido, contou pela milésima vez aquela história de achar que a música Bwana, Bwana era pra ela, até ser desmascarada por uma gordinha no curso de inglês, que levou o LP Flerte Fatal e mostrou o título da canção, que não era Luana, Luana e sim Bwana, Bwana. Rita indagou “Ah, ela era gordinha?” E muito gentilmente disse: “Já mudamos tudo, a gordinha que se cuide” e emendou o primeiro coro de Obama Obama com Luana Luana. Isso é que é honra. Piovani foi lá e tascou-lhe um agarro. (Cada uma!)

Chorão se declarou pra Rita, Carlinhos Brown pediu uma força no projeto novo dele de cantar rock, Marjorie cantou um trecho de “Tatuagem” à capela, recebendo elogios de Rita. Enfim, a gente agora sempre fica esperando pelo próximo Altas porque sabe que uma das convidadas será a Rita. Ela ficou apenas nos dois primeiros quadros, mas continuou mesmo ausente, pois no terceiro momento, a canção de Gil e Cae, eternizada pelos Mutantes, entrou na voz de Mallu e Cachorro Grande. Bem, até valeu a intenção, mas confesso que não gostei.

 E dessa vez nós, do Fã Clube, não fomos na gravação. Nos anos anteriores, consegui levar os fãs para assistir, dessa vez, comemos mosca. Mas na próxima, estaremos lá. Outros outubros virão, ou melhor, outros junhos…

Finalizo com o gato Beto, que na foto abaixo aparece ontem, no Piauí, assistindo ao show do Jota Quest.

Não percam o programa dele, no Multishow. Beto Lee se fortalece, cada vez mais, como um maravilhoso apresentador, além do músico bamba que todos já sabemos que ele é, desde pequenininho, quando acompanhava seus pais, nos camarins, e já tocava sua guitarra. Parabéns, Beto!

 

Fotos: Carlos Lustosa (Piauí Pop)/Bob Paulino (Altas Horas)/Vanessa Messay (Altas Horas)

Fontes:

http://www.cidadeverde.com/entretenimento_txt.php?id=40614

http://www.cidadeverde.com/txt.php?id=40617

http://contigo.abril.uol.com.br/noticia/serginho-groisman-recebe-convidados-especiais-481537.shtml?ft=1p

Divulgação do show na Tv Cidade Verde, filiada ao SBT:

 

http://www.youtube.com/watch?v=MY_4rCEBzGk

http://www.youtube.com/watch?v=pSlDTtLXlBs

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