Rita Lee por Norma Lima - Blog oficial do Fã Clube

Yeah, let’s twitter again

terça-feira, 28 de julho de 2009

Eu sou da época da máquina de escrever! Quando o computador apareceu, demorei a assimilar, mas me encantei de cara e, aos poucos, fui entrando no mundo interativo.

Não dá mesmo pra ficar parado no tempo. Embora eu não deixe de lado meus livros e jornais de papel. Adoro folheá-los. Mas também já os leio nos meios eletrônicos.

O melhor dessa linguagem é a democracia do acesso, que ainda precisa ser mais igualitária no Brasil, país de contrastes… nem todos têm computador. Ainda. O mais recente xodó é o twitter. Siga aquele twitteiro e não mais siga aquele carro. Eu sabia que o nosso Roberto de Carvalho administrava um há algum tempo. Estive visitando e recomendo. Lá vocês poderão se informar, em primeira mão, dos detalhes das viagens da turnê e outras impressões de Mr. Rob:

http://twitter.com/robertocarvalho

Atualmente, Roberto faz enquete sobre as canções que nós, fãs, gostaríamos de ver no Pic Nic. Dá informações curiosas sobre os shows e as viagens que os cercam, enfim… parodiando Chubby Checker: “Let’s twitter again, twitting’ time is here!”

Mostrando-se adepto ao diálogo  conosco, ei-lo também postando lindas fotos pessoais no Face Book, uma espécie de Orkut mais dinâmico. Abaixo, algumas com as quais fomos brindados. Do álbum “Viagens”:

De “Family”:

De “Flores da Granja - Minha estufa”

De “Pets”:

De “Arquivos do celular”

Atenção, LEEnáticos:

18/8 - Prêmio Multishow - RJ;

22/8 - Aniversário da cidade de Nilópolis - RJ;

29/8 - Vitória - ES.

Mais fotos em: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

Rita Lee em Garanhuns/PE - 18/07

domingo, 19 de julho de 2009

VEJAM MAIS FOTOS EM: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

Todo mundo sabe que Garanhuns é a terra do Presidente Luís Inácio da Silva, mais conhecido como Lula. Parece que a modernidade chegou mesmo lá, pois ontem ocorreu um fato histórico: a transmissão on line dos shows do Festival de Inverno, que continuam ainda por esses dias. Adorei a nova modalidade de show à distância, ainda mais quando o artista é Rita Lee e quando não podemos estar de corpo presente, o que é sempre muito melhor.

Este post, portanto, será algo totalmente novo! MENINOS EU VI, mas não estava lá. Hahaha

O companheiro Beto Feitosa avisou que  haveria a rádio-transmissão do show via 7 Colinas FM. Acessando, contudo todavia, o site www.trilhavideo.com.br, como no desenho Os Jetsons, para lá nos transportaríamos. Parece que a idéia foi de uma pessoa chamada Mário, só não peguei o sobrenome. Mas agradeço ao Mário, que aliás tem o mesmo nome ( e deve ter a mesma inteligência, pelo visto) do meu pai. E o nosso eterno Presidente do Fã Clube Ovelha Negra, Rubens Lucena, informara que a tv transmitiria com acesso por parabólica: “Para quem tem parabólica. A TV Nova está transmitindo ao vivo direto do Festival de Garanhuns. Dentro de alguns minutos terá inicio o show da RITA.”
A TV NOVA NORDESTE estará transmitindo no período de 16/07 a 25/07/2009 todas as noites no C2 o 19º FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS - Pernambuco.
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POLARIZAÇÃO: Horizontal
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Ê Rubens, parece que voltei no tempo, aos anos 80, em que a gente trocava cartas e recortes sobre a Rita! E um belo dia, você revelou que faria o Raios Leenáticos… Ixe.

No Perfil da Rita, existente no Orkut, já tem algumas fotos da BELA em terras de Pernambuco, as quais vou publicar aqui também, além de outras que me mandaram (obrigadíssima!!!), mas me permitam, como uma homenagem, trazer algumas que tirei do meu aconchegante quartinho em Laranjeiras, numa fria noite da cidade do Rio de Janeiro… Garanhuns inaugurou o SAD (Show a Distância). AMEI.

Eu já sabia que no inverno das terras pernambucanas fazia frio. E Rita compareceu com a sua bela capa preta, no palco do Guadalajara, após um tal de Mombojó que, com todo o respeito, tava meio sacal. Enquanto aguardava o começo do PICNIC SAD, entrei no MSN e encontrei Leandro Vallim, mais Cris. Avisados/lembrados da transmissão on, ficamos os três no clima, como se estivéssemos lá.

Ouvíamos notiritas o tempo todo… soubemos que ela chegou às 22:42, que sua produção exigou que os órgãos da imprensa se afastassem do camarim (classificados pelos comentaristas como frescura, caprichos - eu heim, o que eles querem, ficar na porta atrapalhando?) Enfim, ouvimos a introdução do Pic Nic e logo ela estava no palco, para as nossas alegrias virtual e real.

Eu e Leandro especulávamos sobre a roupa que ela vestiria…: ela veio com, além da capa e da calça pretas, uma blusa vermelha, com um charmoso colete preto. A capa logo foi tirada, pois apesar de estar frio, so as luzes do palco, o calor é imenso. Ela saudou a todos, feliz: ”Arre baba! Quanta gente! … E lá pra trás, HELLO!!! Eu pensei que Festival de Inverno em Guaranhuns não fosse tão frio!”. 

Esta apresentação dela não fugiu à regra das outras, em que estabelece um entusiasmante contato dialógico com a platéia. Avisou que tinha visitado Caruaru, o Museu do Mestre Vitalino e que aquele show seria dedicado a ele, aos seus 100 anos. O maravilhoso ceramista, que morreu em 1963, só passou a ter sua obra conhecida em 1947, embora desde criança fizesse seus bonecos de barro, a maioria animais agrestes e homens da cultura nordestina. Mestre Vitalino

O palco também o homenageou nas laterais.

Perguntou se ali já havia chegado a gripe suína, ao que o público prontamente respondeu “Nâo!”. E ela devolveu: “É porque os porcos estão todos em Brasília…” Era a deixa para a canção Saúde e para uma noite de um desabafo de brasileira, que pelo menos refletiu muito o que eu penso e - creio  - também o que as pessoas decentes deste país acham.

Cantou “Mutante” , “Cor de rosa choque/Todas as mulheres do mundo”. Enquanto ela se apresentava, os internautas mandavam mensagens que podiam ser lidas por todos, as quais a elogiavam  bastante. São os textos abaixo da tela, como vocês podem ver na foto.

Antes de “Bwana-Obama”, reafirmou sua admiração pelo Presidente Norte-Americano, dizendo que “o negão gostoso” falava as coisas que o mundo inteiro queria ouvir. Que ele é que “era o CARA”, e que ela lhe dedicava esse hino meio de igreja evangélica que era a canção “Bwana”.

Como já sabemos que Pic Nic não tem um elenco fixo de repertório, ela nos presenteou com “Amor e Sexo”. Antes de tocar “Roll Over Beethoven”, comentou que alguns morriam de overdose, outros de suicídio, que ela aos 63 se sentia muito brejeira e desfilou pelo palco em caras e bocas. Fez alusão ao mito Chuck Berry e mandou ver.

Ao apresentar a banda, Beto Lee, Brenno di Napoli, Edu Salvitti, Danilo Santana, Débora Reis,  Rita Kfouri e a “paixão da minha vida há 33 anos, pai dos meus filhos, avô da minha neta, Roberto de Carvalho”, disse que iria incorporar Maria Bethânia para cantar para Roberto a música “Essa cara”: “Ah, esse cara tem me consumido…” 

Após esse momento romântico, ela observou algo do palco e perguntou: “Mas o que é isso??” Era a polícia que circulava por ali, não deu pra ver o que rolava, só a voz dela “Tia Ritinha não gosta disso não… deixa a moçada fumar, tudo bem!” . Quando mais escutei do que vi essa cena, lembrei do que RITA LEE sempre significou para mim: LIBERDADE. Um não à opresssão, desde a época de chumbo em que ela alegrava, inclusive, meus chatos domingos, com sua luz única e sinceridade, sem ser panfletária, nem demagógica.

Ela passou a fazer aquele maravilhoso número com o theremim que, sinceramente, parece comunicação cósmica e me arrepia dos pés à cabeça. Me sinto no alto de uma montanha (e perto dela) quando veja Rita fazendo isso, vai entender…

“Doce Vampiro” causou um enorme frisson , emendado com “Ovelha negra” e aqueles painéis que sintetizam a carreira dela, que fazem a gente abrir sempre o berreiro… E foi então que ela fez um maravilhoso e antenado comentário, ao dizer: “Quando é que Garanhuns sonharia que um filho daqui chegasse à Presidência da República? E, no entanto, lá está o Lulinha Paz e Amor, sucesso no exterior… nossa economia conduzida de forma favorável, não é aquela coisa toda, mas… o problema é… posso falar? Vocês não vão querer me pegar lá fora, não? Então, tá. O problema é a ética do PT.” E observou os apoios de defesa a Sarney e o abraço de Lula a Collor, estampado nas primeiras páginas de todos os jornais. “O que é que é isso, companheiro? Lulinha paz e amor, faça bonito aqui também… Eu gosto dele, é muito louco, mas eu gosto dele! ” E arrematou genialmente, representando a fala de tantos brasileiros de uma maneira tão emocionante que, sinceramente…” Mas isso ái eu não perdôo não.”

Os comentaristas, embasbacados com ela, se limitaram a dizer: “É… ela fez o manifesto dela”. Só que não era apenas o dela, caras pálidas, e sim de todos nós, cidadãos brasileiros, que já estamos cansados de tantos escãndalos, ultimamente concentrados no Senado, mas que já vêm vindo desde o Mensalão.

Após um show magistral, ela cantou “Agora só falta você” e  falou ”Obrigada, Garanhuns!” A seguir, vieram “Ando meio desligado/Mania de você”, “Erva venenosa” - desfilou novamente pelo palco,   rebolando serelepe. Meu PC marcava o horário de  1:26 e os comentaristas a qualificaram de “irreverente”, aff. Sempre os mesmos adjetivos…

No local, lotado, “Lança Perfume/Chiquita Bacana” encerraram a esplendorosa aparição de Rita Lee, enquanto todos ainda estavam estupefatos e querendo mais, ela se despediu com “Bye… I’ll be back!”

Eu, Leandro e Cris, na solidão compartilhada do MSN, digitávamos RITAAAAAAAAAAAAAA

Sorte do Zezinho e do Tibério que estiveram lá e puderam abraçá-la por nós! (Saudades de vocês!) Sorte do cachorrinho também.

Pic Nic em Leeme

segunda-feira, 13 de julho de 2009

VEJAM MAIS FOTOS EM: http://ritaleebynormalima.nafoto.net

A cidade de Leme (SP), no passado, foi uma fazenda chamada Palmeiras, que pertencia à uma família de sobrenome Leme. O que ninguém sabia era que os maluquetes-sem-leme iriam estar por lá, neste dia 11/7, para seguir a caravana Rolidei.

Saí do Rio de Janeiro, que respirava as comemorações no Maracanã pelos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, e fui pra São Paulo para me encontrar com a doce Fernanda (Lee). Adicionamos mais duas (Aninha e Céu) e pronto, depois de muita chuva, a charanga chegou a um hotel, que mais parecia uma pousada: “mas nada disso importa á á á…” Reparem só na parede da casa de Fernandinha, é Rita Lee em tudo que é canto.

Ao quarteto em cy juntaram-se: Ademílson, Dani e mãe, Rubinho, Lili Capacete, Pedro Colombo, Pedro Macedo e Carol. Aqui, flagrante de parte da turma antes do começo de show. Ficamos numa mesa bem em frente ao palco:

O tamanho da fila para entrar já anunciava que a noite estaria repleta de admiradores da Rainha. Por isso, o show que estava marcado para meia noite, começou por volta de uma da madrugada, devido ao grande fluxo do público que demorou um pouco a adentrar no recinto. A abertura ficou por conta da  Cazzo Pazzo, que nasceu em Leme e tem como figura principal o músico Rafael Godoy, vocalista e guitarrista da banda. Aliás, fizeram bonito com bom repertório (rock e blues) e ótima performance. Rita os elogiaria depois. Parabéns!

 

Após a abertura com Flagra, Rita conversou muito com a platéia, e revelou ser a primeira vez que visitava Leme. E logo convocou a todos que levantassem e viessem para perto, o que foi prontamente atendido!

Observou, porém, que de longe, a visão de conjunto do palco era bem melhor. Brincalhona, deu os parabéns pra quem pôde pagar mais um pouquinho e ficar nas mesas, apesar da crise.

Todos nós sabemos como ela gosta de interagir conosco, não só através de palavras, mas também do contato físico, ao segurar nossas mãos, demonstrando o carinho de sempre. 

“I want to hold your hand”, toujorus, my darling…

(Foto de Pedro Macedo)

Em um dado momento, ela pegou um bilhete que um rapaz tentava fazer chegar até ela e pediu para que ele parasse de chorar, se não “a titia não tirava foto”. É claro que a emoção está no ar, mas alguns precisam compreender que o show não pode ser atrapalhado por manifestações subjetivas. Quem gosta mesmo da Rita, respeita o palco dela, lugar sagrado, de harmonia coletiva e não tumultua este momento tão especial com invasões DE NENHUMA ESPÉCIE.

Cantou “Jardins da Babilônia” e isso foi bem especial, pelo menos para mim. Porque no dia 7/7, completou 32 anos do dia em que assisti ao primeiro show da Rita, aqui no Rio, no Teatro Tereza Rachel, em Copacabana. Era o “Babilônia”, eu tinha 14 anos e a abertura foi com “Jardins da Babilônia”. Imagina se eu me lembrasse disso na hora e começasse a berrar como uma histérica, gritando, enchendo o saco e prejudicando o direito dos outros que ali estavam, como também  o dela, enquanto artista, bem como dos seus músicos, da produção, de todos, enfim, que trabalham duro, para que tudo saia perfeito?

O pior é quando esse tipo de coisa acontece sem nem ter motivação sentimental. Havia uma moça na platéia  com um comportamento muito inconveniente, ela passou o tempo todo gritando de maneira acintosa, sem interromper sua histeria de bêbada, mesmo após a Rita ter explicitado que aquilo a estava incomodando. Eu, longe dessa indivídua que nem conhecia, pedi umas dez vezes pra ela calar a boca, a Rita  teve muita paciência, mas teve que ser mais clara com a figura…

…mas voltemos ao show! Ela fez menção aos recentes escândalos que cercam o Senado, numa referência a Sarney na canção “Tão”. Seu lado telespectadora também foi reforçado, quando passou a traçar  destinos sentimentais para os personagens da trama de Caminho das Índias. Para ela, Maia (sem alça por minha parte e pelo Casseta e Planeta) deveria, por causa da chatice, ser abandonada  pelo marido, que terminaria a novela com a exuberante Norminha. Com esse tipo de comentário, Rita se distancia daquela imagem de estrela, idealizada, se colocando como um ser humano comum, que assiste a novelas e dá palpites como qualquer mortal. Na hora de Erva venenosa, mexeu no próprio cabelo imitando o gesto  da personagem Norminha…

(Fotos: Pedro Macedo)

Uma declaração muito sincera também foi feita com relação a São Paulo e ao Timão: “Em Leme tem cadeira na calçada, né? Me falaram assim aqui: Tia, como você pode morar em São Paulo? … Eu amo São Paulo, São Paulo tem uma coisa pela qual eu sou apaixonada, que só São Paulo tem… O Roberto sabe disso! São Paulo tem o Corinthias… e o Corinthias é assim, a gente sofre, sofre, sofre… mas depois a gente goza, goza, goza… Todos os dias eu rezo pelo Ronaldinho.”

Ela é ela! E PONTO. Também fez questão de explicar o que EXATAMENTE deseja dizer quando afirma que rock não é coisa pra maricas, pois que maricas não é sinônimo, em sua fala, de gay e sim de bundão. Se alguém torceu o que ela disse, faça o favor de deixar de babaquice, pois a Rita jamais teria essa atitude preconceituosa, ela que já fez até uma música com o Roberto (Obrigado, não, do álbum  Santa Rita de Sampa)  cujos  versos diziam “Casamento gay, além de opção, é controle de população”. A canção ganhou   um clipe que, em um certo trecho,  mostrava um beijo na boca entre milicos, o que na época causou críticas da parte do comando militar e elogios da comunidade gay, tendo sido ela, inclusive, homenageada, naquele ano, na famosa Passeata Gay paulista. Sempre ao citar que rock não é coisa para maricas, ela lembra de Chuck Berry, que vai fazer 83 anos e que está aí, na estrada, com a corda toda. Isso porque, com 62 anos, alguns a imaginam já aposentada. Ah,vão se fu, né? 

 

(Foto: Pedro Macedo)

Bem rock’n'roll,  dessa vez ela dançou com a blusa com a qual entrara, passando-a pelo corpo (como às vezes faz com a toalha):

E também no clima, Roberto fez uma coreografia, com o baixista Brenno, com a famosa dança do pato, de Chuck:

A noite foi maravilhosa! Agradecemos mais uma vez pela felicidade que sentimos em dividir esses momentos com Rita e Roberto, que nos fazem muito felizes. Obrigada também à maravilhosa produção!

Espero que todos os leenáticos tenham chegado bem em casa. E dois avisos: os shows da Argentina e do Chile foram adiados por causa da gripe A. E Rita estará no Rio de Janeiro, em agosto, aniversário da cidade de Nilópolis. Ipi, ipi, hurra, cariocax!!!

(Foto: Pedro Macedo)

Rita Teresina do Piauí e no Altas Horas. Vem aí Geléia do Rock, com Beto Lee

domingo, 5 de julho de 2009

Ontem tivemos o prazer de ver Rita Lee no Sudeste, com a transmissão do Programa Altas Horas que comemorou o aniversário do apresentador Groisman, pela Rede Globo, a quase uma da madruga e  ao vivo no Nordeste, com seu Pic Nic no Festival Piauí Pop. O palco não poderia ter melhor nome: Torquato Neto, um dos tropicalistas, poeta, e cidadão piauense.

No Piauí ela entrou homenageando Michael Jackson, “com um chapéu e luva, e até ensaiou o “moonwalk” (…) criticou a política, mostrou orgulhosa a camisa do seu time, o Corinthians”, que ganhou do Colorado (também time dela em Porto Alegre).

 

Antenada como ela só, embora ela sempre leve alegria para as pessoas, não deixa de criticar a problemática social de uma maneira que poucos artistas fazem. Sempre foi assim. O Piauí, sofredor das mazelas das recentes enchentes bastante noticiadas, não deixaria de contar com a sua sincera solidariedade:
“Durante o seu show no Piauí Pop, Rita Lee fez um improviso durante a música Ovelha Negra. Após o solo no meio da canção a Rainha do Rock começou a criticar a postura de como os políticos trataram as enchentes e o rompimento da barragem Algodões no estado no final do mês de maio.
Rita disse que mesmo de São Paulo acompanhava o sofrimento do estado e se compadecia da situação. A cantora também pediu para que nas próximas eleições o público não vote nos mesmos políticos que deixaram as tragédias acontecerem”.
 

 

 

Leiam o poema-manifesto da Rainha:
“Teresina do Piauí, não quero mais sair daqui,
A chuva não parava,
Pessoas perderam as casas, as vidas
E a gente sem ter muito o que fazer a não ser rezar
Ai Piauí, eu não quero mais sair daqui

Chuva no Sul, todo mundo foi pra lá
E aqui nada
Não ta certo isso não
Chega de chuva

A barragem explodiu
Neguinho falou que isso ia acontecer
E ninguém tomou providência
Tava em São Paulo,
Mas tava de olho aqui

Nas próximas eleições
não votem nesses caras sem vergonhas

 Na madrugada deste domingo, como ocorre há nove anos, Serginho Groisman comemorou mais um aniversário no Programa Altas Horas, que estreou em 2000, tendo como madrinha a nossa querida Rita.

Desde então, ela sempre comparece, para dar as suas bênçãos à atração. Os convidados e o espaço de comemoração alternam, menos o apresentador Serginho e a madrinha Rita. Nesta edição, Patrícia Poeta (muito simpática, ficou pouco tempo), Dan Stulbach (eu não sabia que ele era tão divertido) e Lázaro Ramos (bem, esse está em todas) revezavam no lugar de Groisman, chamando as atrações: Carlinhos Brown, Emanuelle Araújo, Waidak-Sho, Mallu Magalhães, Cachorro Grande, Luana Piovani, Chorão (que tirou Rita pra dançar!!!) e Marjorie Estiano (que Groisman afirmou ser a cara da Rita quando jovem).

Rita foi a primeira atração da noite, numa inspiração de um filme de Fellini, sua sombra foi projetada numa cortina para deleite de Groisman e de todos  nós. Com Beto Lee, Roberto de Carvalho e big banda, além da equipe técnica, o Pic Nic estava todo lá, na presença dos painéis-cenários que ilustram as canções.

Todos os convidados a homenageavam e se sentiam honrados por estarem ali. Ela permanecia sentadinha, dentro da sua sempre timidez, batendo palmas, cantando junto com os outros convidados, até ser tirada pra dançar por Chorão. Pela carinha dela, deu pra sacar que morreu de vergonha.

Todo mundo queria tirar uma casquinha da Rita. Luana Piovani com um micro vestido, contou pela milésima vez aquela história de achar que a música Bwana, Bwana era pra ela, até ser desmascarada por uma gordinha no curso de inglês, que levou o LP Flerte Fatal e mostrou o título da canção, que não era Luana, Luana e sim Bwana, Bwana. Rita indagou “Ah, ela era gordinha?” E muito gentilmente disse: “Já mudamos tudo, a gordinha que se cuide” e emendou o primeiro coro de Obama Obama com Luana Luana. Isso é que é honra. Piovani foi lá e tascou-lhe um agarro. (Cada uma!)

Chorão se declarou pra Rita, Carlinhos Brown pediu uma força no projeto novo dele de cantar rock, Marjorie cantou um trecho de “Tatuagem” à capela, recebendo elogios de Rita. Enfim, a gente agora sempre fica esperando pelo próximo Altas porque sabe que uma das convidadas será a Rita. Ela ficou apenas nos dois primeiros quadros, mas continuou mesmo ausente, pois no terceiro momento, a canção de Gil e Cae, eternizada pelos Mutantes, entrou na voz de Mallu e Cachorro Grande. Bem, até valeu a intenção, mas confesso que não gostei.

 E dessa vez nós, do Fã Clube, não fomos na gravação. Nos anos anteriores, consegui levar os fãs para assistir, dessa vez, comemos mosca. Mas na próxima, estaremos lá. Outros outubros virão, ou melhor, outros junhos…

Finalizo com o gato Beto, que na foto abaixo aparece ontem, no Piauí, assistindo ao show do Jota Quest.

Não percam o programa dele, no Multishow. Beto Lee se fortalece, cada vez mais, como um maravilhoso apresentador, além do músico bamba que todos já sabemos que ele é, desde pequenininho, quando acompanhava seus pais, nos camarins, e já tocava sua guitarra. Parabéns, Beto!

 

Fotos: Carlos Lustosa (Piauí Pop)/Bob Paulino (Altas Horas)/Vanessa Messay (Altas Horas)

Fontes:

http://www.cidadeverde.com/entretenimento_txt.php?id=40614

http://www.cidadeverde.com/txt.php?id=40617

http://contigo.abril.uol.com.br/noticia/serginho-groisman-recebe-convidados-especiais-481537.shtml?ft=1p

Divulgação do show na Tv Cidade Verde, filiada ao SBT:

 

http://www.youtube.com/watch?v=MY_4rCEBzGk

http://www.youtube.com/watch?v=pSlDTtLXlBs

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