

VEJAM MAIS FOTOS EM: http://ritaleebynormalima.nafoto.net
Todo mundo sabe que Garanhuns é a terra do Presidente Luís Inácio da Silva, mais conhecido como Lula. Parece que a modernidade chegou mesmo lá, pois ontem ocorreu um fato histórico: a transmissão on line dos shows do Festival de Inverno, que continuam ainda por esses dias. Adorei a nova modalidade de show à distância, ainda mais quando o artista é Rita Lee e quando não podemos estar de corpo presente, o que é sempre muito melhor.

Este post, portanto, será algo totalmente novo! MENINOS EU VI, mas não estava lá. Hahaha
O companheiro Beto Feitosa avisou que haveria a rádio-transmissão do show via 7 Colinas FM. Acessando, contudo todavia, o site www.trilhavideo.com.br, como no desenho Os Jetsons, para lá nos transportaríamos. Parece que a idéia foi de uma pessoa chamada Mário, só não peguei o sobrenome. Mas agradeço ao Mário, que aliás tem o mesmo nome ( e deve ter a mesma inteligência, pelo visto) do meu pai. E o nosso eterno Presidente do Fã Clube Ovelha Negra, Rubens Lucena, informara que a tv transmitiria com acesso por parabólica: “Para quem tem parabólica. A TV Nova está transmitindo ao vivo direto do Festival de Garanhuns. Dentro de alguns minutos terá inicio o show da RITA.”
A TV NOVA NORDESTE estará transmitindo no período de 16/07 a 25/07/2009 todas as noites no C2 o 19º FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS - Pernambuco.
FREQUENCIA: 3945
POLARIZAÇÃO: Horizontal
SYMBOL RATE: 3214
PIDs video= 4131 audio: 4129 PCR: 4131″‘

Ê Rubens, parece que voltei no tempo, aos anos 80, em que a gente trocava cartas e recortes sobre a Rita! E um belo dia, você revelou que faria o Raios Leenáticos… Ixe.
No Perfil da Rita, existente no Orkut, já tem algumas fotos da BELA em terras de Pernambuco, as quais vou publicar aqui também, além de outras que me mandaram (obrigadíssima!!!), mas me permitam, como uma homenagem, trazer algumas que tirei do meu aconchegante quartinho em Laranjeiras, numa fria noite da cidade do Rio de Janeiro… Garanhuns inaugurou o SAD (Show a Distância). AMEI.

Eu já sabia que no inverno das terras pernambucanas fazia frio. E Rita compareceu com a sua bela capa preta, no palco do Guadalajara, após um tal de Mombojó que, com todo o respeito, tava meio sacal. Enquanto aguardava o começo do PICNIC SAD, entrei no MSN e encontrei Leandro Vallim, mais Cris. Avisados/lembrados da transmissão on, ficamos os três no clima, como se estivéssemos lá.
Ouvíamos notiritas o tempo todo… soubemos que ela chegou às 22:42, que sua produção exigou que os órgãos da imprensa se afastassem do camarim (classificados pelos comentaristas como frescura, caprichos - eu heim, o que eles querem, ficar na porta atrapalhando?) Enfim, ouvimos a introdução do Pic Nic e logo ela estava no palco, para as nossas alegrias virtual e real.

Eu e Leandro especulávamos sobre a roupa que ela vestiria…: ela veio com, além da capa e da calça pretas, uma blusa vermelha, com um charmoso colete preto. A capa logo foi tirada, pois apesar de estar frio, so as luzes do palco, o calor é imenso. Ela saudou a todos, feliz: ”Arre baba! Quanta gente! … E lá pra trás, HELLO!!! Eu pensei que Festival de Inverno em Guaranhuns não fosse tão frio!”.

Esta apresentação dela não fugiu à regra das outras, em que estabelece um entusiasmante contato dialógico com a platéia. Avisou que tinha visitado Caruaru, o Museu do Mestre Vitalino e que aquele show seria dedicado a ele, aos seus 100 anos. O maravilhoso ceramista, que morreu em 1963, só passou a ter sua obra conhecida em 1947, embora desde criança fizesse seus bonecos de barro, a maioria animais agrestes e homens da cultura nordestina. 

O palco também o homenageou nas laterais.

Perguntou se ali já havia chegado a gripe suína, ao que o público prontamente respondeu “Nâo!”. E ela devolveu: “É porque os porcos estão todos em Brasília…” Era a deixa para a canção Saúde e para uma noite de um desabafo de brasileira, que pelo menos refletiu muito o que eu penso e - creio - também o que as pessoas decentes deste país acham.

Cantou “Mutante” , “Cor de rosa choque/Todas as mulheres do mundo”. Enquanto ela se apresentava, os internautas mandavam mensagens que podiam ser lidas por todos, as quais a elogiavam bastante. São os textos abaixo da tela, como vocês podem ver na foto.

Antes de “Bwana-Obama”, reafirmou sua admiração pelo Presidente Norte-Americano, dizendo que “o negão gostoso” falava as coisas que o mundo inteiro queria ouvir. Que ele é que “era o CARA”, e que ela lhe dedicava esse hino meio de igreja evangélica que era a canção “Bwana”.

Como já sabemos que Pic Nic não tem um elenco fixo de repertório, ela nos presenteou com “Amor e Sexo”. Antes de tocar “Roll Over Beethoven”, comentou que alguns morriam de overdose, outros de suicídio, que ela aos 63 se sentia muito brejeira e desfilou pelo palco em caras e bocas. Fez alusão ao mito Chuck Berry e mandou ver.
Ao apresentar a banda, Beto Lee, Brenno di Napoli, Edu Salvitti, Danilo Santana, Débora Reis, Rita Kfouri e a “paixão da minha vida há 33 anos, pai dos meus filhos, avô da minha neta, Roberto de Carvalho”, disse que iria incorporar Maria Bethânia para cantar para Roberto a música “Essa cara”: “Ah, esse cara tem me consumido…”

Após esse momento romântico, ela observou algo do palco e perguntou: “Mas o que é isso??” Era a polícia que circulava por ali, não deu pra ver o que rolava, só a voz dela “Tia Ritinha não gosta disso não… deixa a moçada fumar, tudo bem!” . Quando mais escutei do que vi essa cena, lembrei do que RITA LEE sempre significou para mim: LIBERDADE. Um não à opresssão, desde a época de chumbo em que ela alegrava, inclusive, meus chatos domingos, com sua luz única e sinceridade, sem ser panfletária, nem demagógica.

Ela passou a fazer aquele maravilhoso número com o theremim que, sinceramente, parece comunicação cósmica e me arrepia dos pés à cabeça. Me sinto no alto de uma montanha (e perto dela) quando veja Rita fazendo isso, vai entender…
“Doce Vampiro” causou um enorme frisson , emendado com “Ovelha negra” e aqueles painéis que sintetizam a carreira dela, que fazem a gente abrir sempre o berreiro… E foi então que ela fez um maravilhoso e antenado comentário, ao dizer: “Quando é que Garanhuns sonharia que um filho daqui chegasse à Presidência da República? E, no entanto, lá está o Lulinha Paz e Amor, sucesso no exterior… nossa economia conduzida de forma favorável, não é aquela coisa toda, mas… o problema é… posso falar? Vocês não vão querer me pegar lá fora, não? Então, tá. O problema é a ética do PT.” E observou os apoios de defesa a Sarney e o abraço de Lula a Collor, estampado nas primeiras páginas de todos os jornais. “O que é que é isso, companheiro? Lulinha paz e amor, faça bonito aqui também… Eu gosto dele, é muito louco, mas eu gosto dele! ” E arrematou genialmente, representando a fala de tantos brasileiros de uma maneira tão emocionante que, sinceramente…” Mas isso ái eu não perdôo não.”

Os comentaristas, embasbacados com ela, se limitaram a dizer: “É… ela fez o manifesto dela”. Só que não era apenas o dela, caras pálidas, e sim de todos nós, cidadãos brasileiros, que já estamos cansados de tantos escãndalos, ultimamente concentrados no Senado, mas que já vêm vindo desde o Mensalão.
Após um show magistral, ela cantou “Agora só falta você” e falou ”Obrigada, Garanhuns!” A seguir, vieram “Ando meio desligado/Mania de você”, “Erva venenosa” - desfilou novamente pelo palco, rebolando serelepe. Meu PC marcava o horário de 1:26 e os comentaristas a qualificaram de “irreverente”, aff. Sempre os mesmos adjetivos…
No local, lotado, “Lança Perfume/Chiquita Bacana” encerraram a esplendorosa aparição de Rita Lee, enquanto todos ainda estavam estupefatos e querendo mais, ela se despediu com “Bye… I’ll be back!”
Eu, Leandro e Cris, na solidão compartilhada do MSN, digitávamos RITAAAAAAAAAAAAAA
Sorte do Zezinho e do Tibério que estiveram lá e puderam abraçá-la por nós! (Saudades de vocês!) Sorte do cachorrinho também.

