Rita Lee por Norma Lima - Blog oficial do Fã Clube

O barquinho de Fernanda navega no Tietê

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu não disse que alguma coisa de estranha tinha acontecido para a Fernanda não ter enviado o textinho dela sobre o Réveillon em Atibaia? Fui contactada por uma pessoa que me garantiu que minhas especulações acerca dela ter sido tragada pelas água do rio Tietê eram a mais pura verdade. E a pessoa fez questão de mostrar o pau com o qual tinha matado a cobra, enviando um flagrante desse dia:

É claro que é brincadeira! A própria Fê me explicou que, na verdade, fora tragada por outras águas, as do trabalho. Água não, enchente, enxurrada… tsunami… E me mandou as fotos que tirou no dia 31/12, sempre muito amiga. Como Paulo já explicou, estiveram em Atiba, os leais súditos da Corte, abaixo (Dani, Pedro, Fernanda e Paulo):

Uma criatura que muitos pensavam ser ficcional, Dráusio, por incrível que pareça, deu o ar de sua graça lá. Ele ameaça vir na gravação do dvd aqui no Rio, também. Tive que conferir no Orkut que ele, de fato, existe…

Paulinho, em um comentário que fez, já deu umas dicas de como rolou o show… Deste modo, todas as gracias a Fernandinha pelo envio das fotos abaixo.

Imaginem que dona Fernanda havia mandado as fotos, mas as  mesmas não chegaram na minha doce caixinha postal. Aí, Fê pensou que eu não tivesse postado aqui por não ter gostado delas. Imagina, como não gostar das fotos tiradas por uma pessoa que tem tanta sensibilidade para registrar imagens de Rita?

E ela estava longe do palco, na famosa grade. Mesmo assim, nos brindou com esses e outros belos flagrantes. Só peço aos navegantes que respeitem os créditos das fotos a ela, se as sequestrarem daqui para enfeitarem seus álbuns da vida. Respeitem o direito autoral. Já dei bronca por  isso e depois eu sou grossa e outras coisitas más… Vamos dar a Mateus o que é de Mateus. Ou eu tô errada??? (Hoje eu tô parecida com o Datena, do Brasil Urgente. Me ajuda aí, ô!)

E por falar em me ajuda aí, ontem foi aniversário da morte de Elis! Eis uma foto de Rita no velório da Pimentinha:

Hoje, no Rio de Janeiro, é dia de São Sebastião, padroeiro da cidade. Feriado!  2009, aliás, será generoso com feriadões, pontos facultativos e outros bichos. Quem viver, verá.

E o show de Elton John aqui na Cidade Merveilleuse? Rolou onde acontecem os desfiles de samba no Carnaval. Depois eu conto!

 

Toda mulher é meio Chiquinha Gonzaga

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sou uma admiradora de cantoras que compõem. Ninguém desconhece que numa sociedade patriarcal tenha sido extremamente complicado para a mulher se estabelecer em tarefas que não fossem as do lar, ou em uma continuação delas. Assim, quando conseguiam ir além da esfera doméstica, desempenhavam papéis de professora ou de enfermeira, afinal, já faziam isso no lar, onde educavam seus filhos e cuidavam da família.

Uma vez eu dei um livro pra Rita sobre a biografia de Chiquinha Gonzaga. Todos sabemos como ela gosta de ler, está sempre com um livrinho por perto… E, alguns meses depois, ela comentou comigo que gostara muito de ter conhecido a trajetória da Chiquinha, de quem naturalmente já sabia bastante informação, mas não com aquela riqueza de detalhes. A referência do livro, para quem se interessar  é Chiquinha Gonzaga, uma história de vida, de Edinha Diniz, lançado pela Rosa dos Tempos.

Chiquinha foi uma pioneira que fez do ato de aprender piano, inerente à toda boa educação de moça prendada, aliado a saber falar francês, uma rebeldia. No piano descobriu que gostava de cantar e tinha talento para compor. Casou-se cedo e cedo se separou. Foi negada pela família e por filhos, rotulada como prostituta… isso no século XIX, para quem não sabe, ela nasceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de outubro de 1847. Ao mesmo tempo em que se tornava avó,  casava-se com um rapaz quase quarenta anos mais novo que ela. É ela a nossa primeira grande compositora que adquiriu respeito por sua obra e por sua luta pelos direitos autorais no Brasil.

O título desse post foi inspirado, lógico, numa canção de Rita bastante conhecida (Todas as mulheres do mundo, do álbum Rita Lee, 1993) e que, por sinal, deu título à biografia de Leila Diniz, recentemente relançada pela Record: Toda mulher é meio Leila Diniz, de  Mirian Goldenberg.

Mas a troca dos nomes de Leila pelo de Chiquinha, foi feito sob inspiração da leitura que acabei de fazer de uma oportuna crônica de Artur Xexéo publicada na Revista de domingo de O Globo. Nela, com o título de Meu mundo caiu, o jornalista mostra a sintonia entre sua mãe e Maysa, afirmando: “Rita Lee já disse que toda mulher é meio Leila Diniz. Talvez se referisse às mulheres pós-anos 60. Antes disso, toda mulher queria ser meio Maysa (…) Maysa se rebelou por muitas delas. Esqueceu-se dos ensinamentos das freiras, largou um casamento de contos de fada e seguiu o que mandava o seu coração. (…) Mais impactante ainda: era talentosa, foi bem-sucedida”

Muito apropriadas as palavras de Xexéo. Tenho ouvido e lido muita besteira sobre a Maysa da minissérie da Globo. Parece que o filho, Monjardim, com todo o respeito, deu uma de Bentinho da famosa obra de Machado de Assis (Dom Casmurro), mas assumindo o velho complexo de Édipo. Ali, na telinha global, no último capítulo em que filho e mãe se reconciliam, mesmo com ele mandando um beijinho para quem anteriormente tinha levado um esporro filial daqueles, e de ter jogado ao ar a frase que parece resolver tudo: Eu te amo, ficou evidente a mensagem dos idealizadores de Maysa, quando fala o coração, e isto   nunca esteve escrito em nenhuma biografia dela: a de retratar uma mulher bem sucedida, porém frustrada porque nunca fora amada por ninguém como  por seu primeiro marido. Uma alcoólatra  que deu com os burros na água ao querer ser livre e ganhar seu próprio dinheiro longe da mansão dos Matarazzo, na que viveria numa redoma de cristal, se tivesse ficado quietinha.

Toda mulher é meio Chiquinha, Maysa, Leila. Mas a gente ainda paga um pato daqueles se quiser vestir essa carapuça… Gostaria que as pessoas da minha geração parassem de falar mal de uma cantora/compositora maravilhosa como Maysa, a partir do que viram na telinha. Informem-se, leiam… Nós, gerações posteriores, temos a obrigação de sermos melhores do que as anteriores e de ir muito além, fazendo valer a luta das pioneiras. Mais um trechinho da crônica xexeniana:

“Quantas mulheres você imagina que, nos anos 50, eram compositoras? Quantas mulheres, em torno de 20 anos de idade, eram capazes de escrever versos como os de Ouça e os de Meu mundo caiu? Quantas mulheres eram independentes financeiramente naquela época? Tudo o que era só fantasia para as mulheres do seu tempo, Maysa realizava de verdade. (…) Pergunte para qualquer mulher que tenha a idade que minha mãe teria hoje o que ela acha de Maysa. Você vai ouvir só elogios. Maysa não era uma tresloucada precursora de Amy Winehouse como muita gente que acompanhou a minissérie está pensando. Ela era uma artista sensível e talentosa que brigava pra se impor num mundo em que os homens ditavam as regras.”

Ah, eu perguntei à minha mãe, que tem 74 anos, o que achava de Maysa. Ela falou todos esses elogios aí  e muitos outros mais. E eu me lembro do dia em que Maysa morreu, em 1977. Eu tinha 13 anos e estava na casa de uma colega de Faculdade da minha irmã, que é mais velha seis anos do que eu. O nome da moça era… Maysa. Lembro que a família ficou arrasada. A homenagem à cantora no nome da filha é evidente. Sim, eu lembro o dia em que Maysa morreu - como a gente lembra sempre o que estava fazendo em datas impactantes - mas prefiro lembrar do dia em que ela nasceu e dos que renasceu, apesar de tudo e de alguns.

É bom que saibamos que Maysa não era santa, mas um ser humano com qualidades e defeitos. Assim, quem quiser saber a opinião de uma das suas paixões, sobre ela, é só ler as memórias de Ronaldo Bôscoli, organizadas por Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves, na obra Eles e eu, publicada pela Nova Fronteira.

Toda mulher é meio Rita Lee.

 

Guarapari por Roberta Azevedo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nossa amiga Beta esteve se deliciando no Pic Nic de Guarapari e gentilmente enviou o seu relato. Obrigadíssima, girl.

"Eu e mais 4 mil pessoas (ou mais) tivemos a oportunidade de começar 2009 com o pé direito. Tudo isso por causa do show da Rita Lee no dia 09/01/09 em Guarapari – ES. O local, Multiplace Mais, estava lotado e composto por casais de todas as idades, o que comprova minha teoria de que Rita Lee é atemporal.

O show começou por volta da meia-noite e vinte, e durante uma hora e meia ela conseguiu mostrar o que tem e faz de melhor para o público, que cantava em coro todas as suas músicas.

Foi uma viagem maravilhosa, começando por Flagra e passando por outros grandes sucessos como Saúde, Ovelha Negra, Doce Vampiro, Mutante, Amor e Sexo, Cor de Rosa-Choque…

Tivemos até a oportunidade de vê-la cantando uma canção de Chuck Berry (Roll Over Beethoven) e uma versão para I Wanna Hold Your Hand, dos Beatles (O Bode e a Cabra).

Parece que tudo contribuiu para que o espetáculo fosse o máximo: o tempo (uma noite linda), local, músicos (que são um show à parte), cenário, a interação da Rita conosco…

Aproveitei e tirei várias fotos e fiz alguns vídeos também.

No fim do show, quando achei que já tinha visto tudo o que tinha direito e já me dava por satisfeita, surge uma "chuva" de papel prateado picado sobre nós… Isso tudo ao som de Erva Venenosa, Lança-Perfume, Banho de Espuma… Foi um verdadeiro carnaval!

Espetacular e surpreendente. Essas são as duas palavras que eu escolheria para definir o show dessa noite inesquecível".


 www.vairolarafesta.com.br

 

Lá vem ela Miss Brasil Ziza 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gentem, o mar não está para peixa e sim para tubarão, parece que a profecia de Antônio Conselheiro de que o sertão ia virar mar vai se concretizar… Repararam como o tempo está louquinho, louquinho? E sem querer fazer discursinho do salvem o planeta Terra, está na cara que a coisa com o ecossistema tá esquisita…

Por isso morri de rir com o comentário da Josie, não sei se a dona Fernanda Pereira foi tragada pelas água do Tietê, mas que o relato e as fotos dela devem ter sido, acho que sim.

A sensação do show do Réveillon foi a presença de Ziza, Tiago até comentou que a menina cresceu, de fato! Já é a terceira vez que Izabella divide o palco com a família, no melhor estilo Dó Ré Mi, nas duas primeiras vezes tive a oportunidade de ver. Percebe-se a desenvoltura da pequena Lee, parece se sentir muito bem debaixo dos refletores, fazendo juz aos talentos musicais da família que já vêm de longa data, pelo menos da época em que dona Romilda Padula ensaiava uns passos musicais com a então companheira de Rio Claro, Dalva de Oliveira.

Atendendo a pedidos, eis uma foto da menina para deleite de vocês. DNA é o que não falta à ela.

O próximo show de Rita será em Guarapari, dia 9 agora. Estive no que ela fez em abril de 2008 com o Ademílson, que rolou no mesmo lugar. Na ocasião, elogiei os seguranças e a casa em si.

Aqui no Rio, estamos com muitas expectativas para a gravação do dvd que ocorrerá no dia 30, como é do conhecimento geral da nação. Será muito bom podermos rever os amigos que virão, todos com muitas saudades de Rita e de Roberto.

Alguém viu o barquinho da Fernanda Pereira Inácio por aí? Rsrsrsrsr…

E ponto para o Miro, a gravação do dvd será dias 30 e 31, sendo que no dia 31 haverá a possibilidade de pista.

2009, o ano 11 & Atibaia

sábado, 3 de janeiro de 2009

As previsões para 2009 estão meio das esquisitas… parece que, para os entendidos do assunto, quando Plutão entra em Capricórnio - como ocorrerá - ninguém terá nada de mão beijada, porque Capricórnio é o signo mais econômico do Zodiac. Dizem que será o ano dos caras de pau, porque os tímidos não terão vez… Os regentes deste ano  serão o Sol e o número 11… portanto, vamos abusar do amarelo (já nestas letras) e saber que do caos tudo se ajeita…

Então, é isso, no ano nove, sejamos caras de pau e corajosos para aturar a famosa crise, palavrinha que não se cansa de aparecer nos jornais… São meus votos para vocês.

O show da virada que Rita fez em Atibaia será contado por dona Fernanda. Uma turminha foi parar lá, além dela, Paulo, de Curitiba, Dani, de São Paulo e Duda, de Santos. As imagens sempre se antecipam às letras no mundo digital, tanto em termos de vídeos, quanto em fotos. Duas para vocês irem já matando a curiosidade, enquanto Fe, que não tem computador em casa, não envia seu sempre poético relato.

A primeira é Ziza dividindo o palco com os avós e o pai.

A segunda, um outro momento do Pic com Rob.

Um terceiro dela:

Mais um dela com o pai da Ziza:

 Eis anúncio da apresentação que Rita & banda fará aqui no Rio de Janeiro, no próximo dia 30.:

 

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